Escola J.A. de desenho está expondo trabalhos de seus alunos na Galeria de Arte da UCPel, até a próxima sexta-feira(30). A mostra abre as comemorações dos 25 anos da instituição e pode ser conferida gratuitamente de segundas a sextas-feiras, das 8h às 22h, na Galeria de Arte do campus I.
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Economia da UCPEL completa um ano de novo enfoque
Atento às tendências de mercado, o curso de Ciências Econômicas da UCPel completa um ano de sua nova ênfase: em finanças. Neste período a graduação firmou-se como referência na área financeira, com preparação focada no mercado.
O primeiro ano do novo enfoque foi marcado pelo tricampeonato estadual da Católica na Gincana Estadual de Economia. Éverton Peres da Silva, graduando da UCPEL, conquistou o primeiro lugar em Porto Alegre.
Para quem quer se especializar a UCPEL oferece ainda o MBA em Controladoria e Finanças.
O primeiro ano do novo enfoque foi marcado pelo tricampeonato estadual da Católica na Gincana Estadual de Economia. Éverton Peres da Silva, graduando da UCPEL, conquistou o primeiro lugar em Porto Alegre.
Para quem quer se especializar a UCPEL oferece ainda o MBA em Controladoria e Finanças.
UCPEL abre curso de Design de Interiores
O vestibular de verão 2008 oferece mais uma opção, é o curso de Tecnologia em Design de Interiores. O tecnólogo poderá atuar na organização de ambientes interiores e em cenografia, vitrinismo e exposições.
Para 2008/1 estão sendo oferecidas 36 vagas. O currículo, tem duração de três anos. O horário de aula é das 16 Às 19h e a mensalidade é de R$ 520,00. Mais informações e inscrições para o vestibular pelo site http://www.ucpel.tche.br/.
Para 2008/1 estão sendo oferecidas 36 vagas. O currículo, tem duração de três anos. O horário de aula é das 16 Às 19h e a mensalidade é de R$ 520,00. Mais informações e inscrições para o vestibular pelo site http://www.ucpel.tche.br/.
Professores da Ecos apresentam pesquisas no Seminário Internacional de Jornalismo da PUC
Com o objetivo de fomentar o debate sobre as contribuições de Jean Baudrillard e Guy Debord para a reflexão sobre a presença da mídia na sociedade contemporânea e possibilitar o intercâmbio de idéias entre pesquisadores de universos culturais e disciplinares diferentes a Pontifícia Universidade Católica de Porto Alegre (PUC/RS) realizou nos dias 07 e 08 de novembro o IX Seminário Internacional da Comunicação. O evento teve como tema Simulacros e (dis)simulações na sociedade hiper-espetacular.
A Escola de Comunicação da Universidade Católica de Pelotas (ECOS) esteve presente no seminário através de seus alunos e professores que puderam assistir palestras de importantes nomes da pesquisa em comunicação como os franceses Patrick Tacussel e Michel Moatti.
Mas os professores da ECOS também estiveram apresentando trabalhos nas suas áreas de pesquisa. Fábio Cruz, Elisa Piedras, Manoel Jesus, Margareth Michel e Marco Medronha explanaram sobre seus estudos.
A Profª. Me. Elisa Reinhardt Piedras apresentou o trabalho Imagem publicitária: contexto, construção, apropriação e forma no GT MANIFESTAÇÕES VISUAIS DO CONTEMPORÂNEO
A recepção e produção de sentido sobre os espaços urbanos: olhares dos
acadêmicos de cinema da UFPel, foi o trabalho apresentado pelo Prof.Dr. Fábio Souza da juntamente com o Mestrando da PUC/RS Guilherme Carvalho da Rosa, no GT Comunicação e Cultura.
Literatura e Jornalismo: de João do Rio aos anos 2000 foi a pesquisa apresentada pelo Prof. Me. Manoel Jesus, também no GT Comunicação e Cultura.
No GT Estudos em Jornalismo o Prof.Me. Marco Medronha expôs sua pesquisa: O profissional do jornalismo diante das mudanças para TV Digital.
E no GT Comunicação e Política a Prof. Me. Margareth de Oliveira Michel apresentou juntamente com a graduanda em Jornalismo Jerusa de Oliveira Michel, o trabalho Política e Comunicação Integrada – O caso Lula 2006.
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Martha Medeiros fala sobre a arte de ser parcial
"Achei que não ia dar em nada, mas um dia me pediram autorização para publicar um desses textos e quando dei por mim tinha virado cronista."Pergunta - O gosto pelas letras sempre coexistiu com Martha Medeiros?
Martha Medeiros: Desde que me conheço por gente, gosto de ler. O encanto começou com Monteiro Lobato e depois nunca mais deixei de emendar um livro no outro. Mas a música também tem um forte papel na minha formação. Me criei ouvindo muita música brasileira, os primeiros discos de Caetano, Gal Costa, Chico Buarque, Rita Lee... Isso também foi inspirador na minha vida.
Pergunta - Da carreira de publicitária ao sucesso como cronista, como aconteceu essa transição?
Martha Medeiros: Antes de ser cronista eu já escrevia poemas, tinha livros publicados, mas era apenas um hobby que eu compartilhava com a profissão de publicitária. A crônica entrou casualmente na minha vida. Um amigo jornalista viu uns textos que eu escrevia em casa, como exercício, e pediu para mostrá-los na Zero Hora, onde ele trabalhava na época. Achei que não ia dar em nada, mas um dia me pediram autorização para publicar um desses textos e quando dei por mim tinha virado cronista sem nunca ter me preparado para isso antes. Durante um tempo ainda me dividi entre a propaganda e a crônica, mas depois essa última começou a me absorver e optei em trabalhar apenas como colunista e escritora. Mas não desdenho do tempo em que fui publicitária, foi uma época importante na minha vida e fundamental como "escola" para apurar meu texto.
Pergunta - O trabalho do cronista é como o artesanato com palavras, mas com a tecnologia os prazos para o fechamento das edições são cada vez mais curtos. Para você, existe uma antítese entre inspiração e transpiração no trabalho?
Martha Medeiros: Prazos não me estressam, ao contrário, me dão um norte. Sou disciplinada por natureza, gosto de estabelecer meus compromissos e honrá-los, não gosto de ficar à deriva, esperando essa tal "inspiração".
Pergunta - Dizem que o filósofo é uma eterna criança que não perdeu a capacidade de observar o mundo como se fosse sempre a primeira vez. Na tua opinião o cronista é um filósofo realista?
Martha Medeiros: Fico meio constrangida em estabelecer essa relação com a filosofia, por respeito à sua profundidade. Crônica é algo mais superficial, o que não significa que seja desimportante. Também levantamos importantes assuntos para serem refletidos, mas eles estão mais associados ao cotidiano do que a uma experiência existencial. De minha parte, prefiro associar minha crônica mais com a psicologia, mesmo sabendo que isso também é uma pretensão. Sou fascinada pela mente humana e creio que, se não trabalhasse com literatura, estaria colocando meus "leitores" num divã.
Pergunta - A crônica conquista os leitores do jornal pela capacidade de recriar realidades a partir de um ponto de vista. Na tua opinião a crônica pode ser considerada jornalismo literário ao estilo realista?
Martha Medeiros: Jornalismo literário é uma boa definição. Não é totalmente jornalismo porque esse ampara-se na imparcialidade, enquanto a crônica é opinião dada e defendida pelo autor, ou seja, é totalmente parcial. E é um campo aberto à experimentações, pode se valer até da poesia, então acho que sim, há alguma literatura na crônica. Mas as melhores são aquelas que trazem uma linguagem mais direta, menos rebuscada: quando falamos em literatura, parece que há a exigência de uma certa solenidade, coisa que nada tem a ver com crônicas de jornal.
Pergunta - A leitura do cotidiano fornece inúmeros elementos para a criação do texto. Na tua opinião qual a maior dificuldade do cronista face a essa supostaimensidão temática?
Martha Medeiros: Essa imensidão temática não é tão imensa assim. Os cronistas repetem os assuntos dos outros, mas o importante é que cada um exponha seu ponto de vista e faça isso com graça, estilo, inteligência e principalmente mantendo sua marca registrada, aquilo que faz com que seu texto, mesmo falando de umassunto trivial e requentado, soe como novo.
Exercícios
1- Escolha uma matéria de jornal online
a) Identifique as forças presentes e analise quais são as mais relevantes.
b) Analise a matéria escolhida do ponto de vista da análise do discurso jornalístico.
c) Há presença do fait-divers? Quais?
d) Pode-se dizer que a matéria se enquadra em um modelo de newsmaking ou gatekeeper?
2- A partir do seu ponto de vista, discuta uma das teorias de jornalismo vistas e sua aplicação para o JOL.
http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI2047745-EI10656,00.html
1) a- As forças da notícia mais relevantes na matéria em questão são a social, a cultural e a histórica. Isto porque com os escândalos recentes e a crise da aviação no país, a queda do jatinho desencadeia um temor social e a pressão social para que haja uma maior segurança no setor aéreo no país. Quanto a questão cultural o transporte aéreo era considerado até pouco tempo atrás o meio mais seguro, o que não se afirma hoje no imaginário do brasileiro.
1) b- Quanto a análise do discurso a matéria em linguagem objetiva traz dados que a encaixam no tipo interpretativo. Ela confirma a aliança social na medida em que relata um acontecimento de interesse público e reafirma a função vigilante da imprensa, por conseguinte tem papel testemunhal. Neste caso, a imprensa testemunha um fato e o relata a sociedade, desenhando um espaço social e temporal para localizar o leitor dentro do fato.
1) c- Sim, há presença de fait-divers. Quanto a causalidade, a notícia é perturbadora porque retrata uma situação emergencial na aviação brasileira. Também nota-se o fator coincidência, na medida em que os acidentes aéreos no brasil vem se repetindo constantemente em um espaço de tempo curto.
1) d- Enquadra-se em um modelo de gatekeeper. Isto porque o fato é mantido na condição de notícia desde a madrugada deste último domingo, quando aconteceu até o momento sendo constantemente atualizado e, assim, deve permanecer até que as últimas resoluções acerca do fato estejam encerradas.
2) De acordo com a Teria das Forças a reportagem se legitima, pois apresenta fatores essenciais para que o fato se torne notícia. Já mencionadas e justificadas na primeira questão letra a, as forças mais relevantes apresentadas nessa matéria são a social, a cultural e a histórica.
a) Identifique as forças presentes e analise quais são as mais relevantes.
b) Analise a matéria escolhida do ponto de vista da análise do discurso jornalístico.
c) Há presença do fait-divers? Quais?
d) Pode-se dizer que a matéria se enquadra em um modelo de newsmaking ou gatekeeper?
2- A partir do seu ponto de vista, discuta uma das teorias de jornalismo vistas e sua aplicação para o JOL.
http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI2047745-EI10656,00.html
1) a- As forças da notícia mais relevantes na matéria em questão são a social, a cultural e a histórica. Isto porque com os escândalos recentes e a crise da aviação no país, a queda do jatinho desencadeia um temor social e a pressão social para que haja uma maior segurança no setor aéreo no país. Quanto a questão cultural o transporte aéreo era considerado até pouco tempo atrás o meio mais seguro, o que não se afirma hoje no imaginário do brasileiro.
1) b- Quanto a análise do discurso a matéria em linguagem objetiva traz dados que a encaixam no tipo interpretativo. Ela confirma a aliança social na medida em que relata um acontecimento de interesse público e reafirma a função vigilante da imprensa, por conseguinte tem papel testemunhal. Neste caso, a imprensa testemunha um fato e o relata a sociedade, desenhando um espaço social e temporal para localizar o leitor dentro do fato.
1) c- Sim, há presença de fait-divers. Quanto a causalidade, a notícia é perturbadora porque retrata uma situação emergencial na aviação brasileira. Também nota-se o fator coincidência, na medida em que os acidentes aéreos no brasil vem se repetindo constantemente em um espaço de tempo curto.
1) d- Enquadra-se em um modelo de gatekeeper. Isto porque o fato é mantido na condição de notícia desde a madrugada deste último domingo, quando aconteceu até o momento sendo constantemente atualizado e, assim, deve permanecer até que as últimas resoluções acerca do fato estejam encerradas.
2) De acordo com a Teria das Forças a reportagem se legitima, pois apresenta fatores essenciais para que o fato se torne notícia. Já mencionadas e justificadas na primeira questão letra a, as forças mais relevantes apresentadas nessa matéria são a social, a cultural e a histórica.
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